A startup potiguar WayABA, criada em 2018, nasceu da necessidade de otimizar o acompanhamento terapêutico de crianças com atraso no neurodesenvolvimento. Idealizada por Assis Barbosa, pai de uma criança com autismo e desenvolvedor de sistemas formado pela UFRN, a plataforma digitaliza o processo de gestão de sessões terapêuticas, eliminando a necessidade de registros manuais e facilitando a visualização de resultados. Com mais de 350 clientes e 8 mil usuários em todo o Brasil, a WayABA tem se destacado no mercado.
A plataforma oferece três módulos principais: um sistema web para a gestão completa das intervenções, um aplicativo para terapeutas que facilita o registro das atividades e um app para os familiares, permitindo o acompanhamento em tempo real do progresso da criança. Com a utilização dessa tecnologia, os profissionais da área ganham mais tempo para se concentrar no trabalho clínico e podem analisar dados de forma rápida e precisa, enquanto as famílias têm acesso constante ao progresso dos pacientes.
O sucesso da WayABA está em sua capacidade de gerar gráficos detalhados sobre o desenvolvimento da criança, ajudando a identificar áreas que necessitam de mais atenção. A psicóloga Fernanda Lima, que usa a plataforma há um ano e meio, destaca a importância da tecnologia no processo, permitindo que as análises sejam feitas de forma mais ágil, sem perder a precisão necessária à intervenção ABA.
Embora a tecnologia seja um grande aliado, Assis Barbosa, CEO da empresa, destaca que ela deve ser complementada por um compromisso com a inclusão e o respeito às diferenças. Para ele, o verdadeiro diferencial na transformação de vidas de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) está na busca por uma inclusão real, onde a tecnologia atua como uma ferramenta para facilitar a jornada dos profissionais e das famílias.
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