O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira (2) que o país começará a aplicar uma tarifa de 10% sobre todas as importações do Brasil, como parte de um pacote de tarifas recíprocas que afeta várias nações. A medida, que entrará em vigor no dia 5 de abril, visa impor taxas a países que já aplicam tarifas sobre produtos norte-americanos. O valor mínimo será de 10%, mas poderá ser maior, dependendo do déficit comercial de cada nação com os EUA.
Trump também detalhou as tarifas para outros países. Nações como a China e a União Europeia, por exemplo, terão tarifas mais altas. O presidente americano mencionou que, para alguns países, as taxas podem ser mais baixas, como forma de "desconto", pois considera os EUA muito generosos com suas negociações comerciais. A medida visa "reconstruir a economia americana" e combater o que Trump chama de "trapaças comerciais".
Além das tarifas recíprocas, outras taxas já anunciadas, como 25% sobre carros importados e sobre exportações que não se enquadram no acordo USMCA, passaram a valer na mesma data. Trump afirmou que essas tarifas são uma "Declaração de Independência Econômica" dos EUA, ajudando a proteger o país de práticas comerciais prejudiciais.
O governo brasileiro reagiu rapidamente, com o Senado aprovando um projeto de lei que permite retaliações comerciais contra países que impuserem barreiras aos produtos nacionais. A medida surge como resposta à inclusão do Brasil nas novas tarifas de Trump, gerando incertezas sobre os impactos econômicos dessa disputa comercial.
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